sexta-feira, 16 de abril de 2010

A ida a Shanghai foi um retumbante sucesso, a vários níveis. Para começar tivemos a inteligência de deixar a criançada em casa (foi a primeiríssima vez que os deixámos, desde que a Clarinha nasceu) - não sei para quem seria pior o pesadelo, se para eles, se para nós. Visitar uma cidade como aquela não está feito para miúdos. Depois, acabámos por ter imensa sorte com o tempo: contra todas as previsões meteorológicas da semana anterior, não caíu uma pinga de chuva, o que nos permitiu, apesar do frio que ainda assim estava, andar, andar, andar (muito a pé, outras vezes de metro e outras tantas de táxi), numa cidade que é toda ela plana, dividida em vários bairros diferentes vizinhos uns dos outros, e sentir o pulsar da cidade nas fachadas das ruas, nas lojas, praças, estações, mercados e por aí fora. Depois as coisas que íamos decidindo fazer ao sabor do momento foram suficientemente diferentes para não cansarem ninguém - o tempo ia-se passando entre um museu aqui, um bairro de artistas com galerias de arte ali, a marginal do rio pelo meio, uma passeata pela antiga concessão francesa a seguir, um almocinho chinês mas não só acolá. A famosíssima colecção de bronzes dos 2000-1000 e tal anos AC do Museu de Shanghai é um espanto (perguntem à tia Lígia, que também torceu o nariz, mas depois de ver o que realmente era adorou), mas foi uma cave com ar semi-clandestino que com algum custo conseguimos encontrar, com uma colecção extraordinária de antigos posters originais da propaganda chinesa "do regime", dos anos 50 aos 80, que fez as delícias de toda a gente, e em particular do tio Zé. Só quando a tia e a Maria se esticaram nas bugigangas em tai kang road é que o o tio e eu nos pisgámos para o hotel. Dos 3 sítios muita giros onde jantámos é quenãohá registos fotográficos, porque à noite a máquina ficava no hotel.
beijinhos a todos!
















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