quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Primeiros passos

E com a chegada da Clarinha a aproximar-se o Jaime percebeu que o melhor é começar a desenrascar-se depressa e lá começou a ensaiar os primeiros passos. A primeira tentativa (domingo à noite) foi testemunhada pelos pais que o observavam em perfeita adoração enquanto ele brincava na sala. De repente pôs-e de pé, largou a mesa e tica, tica, um passo. Depois, claro, rabiosque no chão!! A alegria foi mais que muita e os berros de excitamento nossos (mas sobretudo dele) devem-se ter ouvido pelo prédio inteiro. Nos dias que se seguiram tem havido alguma evolução e esperamos que proximamente consiga percorrer a casa toda. Passa o tempo em treinos de equilíbrio e quanto mais consegue mais feliz e excitado fica!! Vamos tentar fazer um filme e pôr aqui para todos acompanharem esta fase (se bem que tanto computador de casa como o meu computador do escritório estão meios malucos).

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Aventura no Tejo

3ª feira de Carnaval foi uma daqueles bonitos dias de sol de inverno com ar frio mas solzinho quente e corações contentes...
Aproveitando marés favoráveis, resolvemos fazer um passeio já várias vezes adiado: subir o Tejo até Vila Franca de Xira sabendo que a navegação através dos canais do Estuário do trjo tem que ser feita com muitas cautelas por causa dos riscos de encalhe nos ancos de areia e de lodo. Claro que fomos munidos de cartas, roteiros e GPS, seguindo as marcas dos canais e apreciando a beleza da paisagem e do excelente dia.

para os que se cansaram da beleza da paisagem, ou que por ela se sentiram inspirados, O Barco Íris está inteligentemente equipado com lápis de côr, cadernos e livros que ajudam a passar o tempo e a acalmar as impaciencias. Mas a Beatriz adorou o passeio, comeu imensas bolachas e dormiu uma sestinha enorme que até fez inveja ao Avô... E o passeio foi lindo. Aqui estamos a chegar a Alhandra:

E o passeio serviu também para conhecermos a Vera, de quem tanto ouvimos falar e que é giríssima e simpatiquíssima
e conhecemos também o Gonçalo que é muito feio e muito antipático:

ESTAVA A BRINCAR !!! Deixou-nos muito boa impressão e ficamos contentes por ver a nossa Ritinha muito contente.
E aqui vemos o Barco Íris atracado em Vila Franca enquanto a tripulação foi almoçar a um restaurante em terra:

Foi um belo passeio e um dia muito bem passado




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

As vossas caras de FELICIDADE

As fotografias da nova Zelândia estaõ lindas. Não percebo porque chamam trapping às caminhadas, até devem ser bem giras. Muitos parabéns pelas vossas caras de FELICIDADE que fazem as paisagens parecerem ainda mais bonitas.
Lourenço

domingo, 8 de fevereiro de 2009

UMAS FÉRIAS DE TRAMPING

Na Nova Zelândia, a febre dos trilhos mostrou-se implacável, na forma como se apoderava dos programas que alinhavamos para cada manhã e para cada tarde, e na forma como alimentava a energia de que as nossas pernas precisavam para os enfrentar. As caminhadas quase se tornam um vício! Andamos, andamos, andamos e passado pouco tempo depois de pararmos volta a apetecer-nos continuar a andar. Quando chegávamos a qualquer ponto de paragem da nossa viagem, a primeira coisa que procurávamos era saber que bons trilhos é que havia ali para fazer.

Tanto a Ilha do Norte como a Ilha do Sul (aquela em que nós estivemos) estão cobertas de milhares de trilhos a serpentearem a costa, o campo, as montanhas, as margens dos rios e os perímetros dos lagos, ao longo de diferentes distâncias e com diferentes graus de dificuldade. Há trilhos de 1h00m ou 1h30m e há trilhos de 6-7 dias. Segundo lemos, na Nova Zelândia o tramping tem praticamente estatuto de desporto nacional, e até é comum um homem lançar o desafio de ir fazer um trilho a uma senhora em vez de a convidar para ir ao cinema ou jantar fora!

Foi assim que nem com um Jaime às costas do pai e uma Clarinha na barriga da mãe nos deixámos intimidar... e fomo-nos sempre aventurando em passeatas giríssimas, intercaladas com alguns momentos de descanso e, em alguns dos dias, muita hora de carro... Vamos tentar deixar registos fotográficos de alguns momentos, com uma explicação um bocadinho maior do que a que permitem os álbuns do Picasa, assim como se estivessemos todos juntos a vê-los. Hoje deixamos aqui uma primeira parte.

Tramping 1. Estrada de Oamaru. Relativamente fácil, uma vez que se tratou de saír do carro e andar 2 metros para tirar esta fotografia. Aqui não nos cruzámos com nenhum, mas ficou o aviso...



Tramping 2. Península de Otago – descida a Sandfly Bay. Já mais puxadote. A Sandlfy Bay foi escolhida mais ou menos à sorte de entre uma série de praias e baías que nos apareciam no mapa da costa da península de Otago (o primeiro destino depois de saírmos de Christchurch, onde aterrámos). O mapa parecia indicar 3 caminhos possíveis para a praia. O primeiro que experimentámos proporcionou uma bela passeata pela falésia, mas descer até à praia deu-nos a impressão de ir demorar quase a manhã a lá chegar e mais a tarde para voltar.




No segundo que experimentámos batemos com o nariz em cercas que barravam a direcção da praia.


Só à terceira demos de caras com uma descida por uma duna a pique, que nos conduziu à praia, onde encontrámos uma família de leões marinhos a brincar na areia – um momento memorável!


sábado, 7 de fevereiro de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Olá família!

Finalmente cheguei! A Clarinha até tinha razão. Realmente, estava bem quentinha na barriga super hergonómica da minha mãe, mas achei que já era hora de vir cá para fora para conhecer o mundo. Têm sido uns dias cheios de coisas novas e tenho conhecido imensa gente! Tenho uma mana mais velha que é linda de morrer, mas ainda não a percebi muito bem. De vez em quando abraça-me com tanta força e dá-me muitos beijinhos na cabeça e nas orelhas e no nariz. Não pára de me dar festinhas e às vezes chora um bocadinho quando me tiram do colo dela. Tenho a certeza de que vamos ser grandes amigas e confidentes e vamos pregar muitas partidas aos pais. Tenho uma avó com uma farta cabeleira branca muito gira e um avô de olhos azuis muito distinto. Dois primos grandes que dão muitos mimos à mana e três tios muito queridos. Agora já só falta conhecer a parte chinesa da família, de quem os meus pais já me falaram muito. Também já me disseram que está para chegar aquela que irá ser a minha prima prediliecta, a Clarinha. Sei que os meus tios Chineses foram dar um passeio a um sítio do outro lado do mundo. Deve ter sido fantástico. Os pais já têm algumas fotografias minhas, mas como não encontram o cabo da máquina fotográfica não conseguem por enquanto mostrar-me neste blog. Mas seguramente irão ver proximamente quão linda eu sou!!!
Beijinhos a todos
Querida Prima
Já tomei conhecimento das tuas peripécias, e nem sei por onde começar. Confesso-te que o coração me veio à boca quando ouvi a notícia. Partir à aventura dessa forma, de repente, sem um aviso, parece-me uma decisão um bocado inconsciente. E o frio? Custa-me a perceber que tenhas largado mão de tanto aconchego. Não precisavas de tanto arrojo para ouvires dizerem-te que és muito apetitosa: eu, por exemplo, ouço-o muitas vezes. O que te faltava? Por acaso não tinhas comida a tempo e horas? Por acaso não tinhas uma enorme bolha de água onde brincar às horas que te apetecesse? Por acaso não eras embalada, durante o dia, de baixo para cima e de trás para a frente e vice-versa em ambas as posições? Quanto mais penso, menos te percebo. E menos percebo o entusiasmo com que a notícia foi recebida pelas minhas bandas. Pareceu-me um pouco despropositada, tanta excitação. E porquê tanta baba por causa de uma fotografia? Como se não chegasse uma ecografia. Enfim, escrevo-te para te dizer que sinto que desde o princípio que nos une uma amizade indizível. Talvez um dia, quem sabe, me aventure eu também. Mas não para já. Preciso de tempo.
Um beijinho da prima
Clara!