domingo, 8 de fevereiro de 2009

UMAS FÉRIAS DE TRAMPING

Na Nova Zelândia, a febre dos trilhos mostrou-se implacável, na forma como se apoderava dos programas que alinhavamos para cada manhã e para cada tarde, e na forma como alimentava a energia de que as nossas pernas precisavam para os enfrentar. As caminhadas quase se tornam um vício! Andamos, andamos, andamos e passado pouco tempo depois de pararmos volta a apetecer-nos continuar a andar. Quando chegávamos a qualquer ponto de paragem da nossa viagem, a primeira coisa que procurávamos era saber que bons trilhos é que havia ali para fazer.

Tanto a Ilha do Norte como a Ilha do Sul (aquela em que nós estivemos) estão cobertas de milhares de trilhos a serpentearem a costa, o campo, as montanhas, as margens dos rios e os perímetros dos lagos, ao longo de diferentes distâncias e com diferentes graus de dificuldade. Há trilhos de 1h00m ou 1h30m e há trilhos de 6-7 dias. Segundo lemos, na Nova Zelândia o tramping tem praticamente estatuto de desporto nacional, e até é comum um homem lançar o desafio de ir fazer um trilho a uma senhora em vez de a convidar para ir ao cinema ou jantar fora!

Foi assim que nem com um Jaime às costas do pai e uma Clarinha na barriga da mãe nos deixámos intimidar... e fomo-nos sempre aventurando em passeatas giríssimas, intercaladas com alguns momentos de descanso e, em alguns dos dias, muita hora de carro... Vamos tentar deixar registos fotográficos de alguns momentos, com uma explicação um bocadinho maior do que a que permitem os álbuns do Picasa, assim como se estivessemos todos juntos a vê-los. Hoje deixamos aqui uma primeira parte.

Tramping 1. Estrada de Oamaru. Relativamente fácil, uma vez que se tratou de saír do carro e andar 2 metros para tirar esta fotografia. Aqui não nos cruzámos com nenhum, mas ficou o aviso...



Tramping 2. Península de Otago – descida a Sandfly Bay. Já mais puxadote. A Sandlfy Bay foi escolhida mais ou menos à sorte de entre uma série de praias e baías que nos apareciam no mapa da costa da península de Otago (o primeiro destino depois de saírmos de Christchurch, onde aterrámos). O mapa parecia indicar 3 caminhos possíveis para a praia. O primeiro que experimentámos proporcionou uma bela passeata pela falésia, mas descer até à praia deu-nos a impressão de ir demorar quase a manhã a lá chegar e mais a tarde para voltar.




No segundo que experimentámos batemos com o nariz em cercas que barravam a direcção da praia.


Só à terceira demos de caras com uma descida por uma duna a pique, que nos conduziu à praia, onde encontrámos uma família de leões marinhos a brincar na areia – um momento memorável!


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