domingo, 4 de novembro de 2007

Às nossas queridas visitas, muito obrigada!!

Depois de duas semanas fisica e, sobretudo, emocionalmente muito intensas, este foi um fim de semana de "ressaca" Estaria a mentir se dissesse que voltámos para casa e retomámos normalmente a nossa vidinha; que demos meia volta do jet foil e fomos animadamente jantar com amigos ou fazer um outro programa qualquer, porque isso não aconteceu. Houve ali um momento de muitas saudades. Foi estranho... De repente a casa estava vazia, sem ninguém, não havia um som, um barulho, nada... e isso custou. Também estaria a mentir se dissesse que não chorei (com soluços e tudo) ou que não fiquei, por momentos, cheia de vontade de agarrar no meu Quico e de fugir para Porugal (claro que isso não ocupou mais do que um milésimo de segundo), mas tudo isso agora passou. É que habituamo-nos tão depressa a estar juntos (duvido até que tenhamos chegado a desabituar-nos, tal foi a sensação de familiaridade que tivémos desde o primeiro jantar) que é ineitável que a despedida custe um bocado (anda por cima para uma grávida em estado avançado com as hormonas aos saltos e as emoções alteradas). Mas passadas as emoções e readquirido o equilibrio o que fica é uma enorme sensação de conforto e de alegria. É que foi realmente muito bom. Não temos palavras para agradecer esta visita e todos os mimos, atenções e cuidados com que fomos bombardeados. Nunca imaginei a falta que pudesse fazer a família (quer dizer, eu sabia que ia fazer falta, mas não me tinha apercebido da dimensão que isso pudesse ter) e agora, que me apercebi, aprendi a dar-lhe um valor muito especial. E ver quatro pessoas tão importantes para nós a atravessarem o mundo, a fazerem uma viagem infernável, a apanharem aviões, barcos e taxis só para nos verem é muito, muito gratificante. Pois fiquem sabendo que nos proporcionaram dias de verdadeira alegria e que estamos muito agradecidos pela presença, pela constante boa disposição (mesmo com febres, dores de garganta, dedos partidos ou noites assombradas pelo calor e pelo jet leg) e pelo interesse e curiosidade pela nossa nova vida. Estamos também muito agradecidos pelos miminhos de cada dia, pelos presentes para o Jaime, pela máquina fotográfica, pelo 123, pelas chávenas, pelos doces, pelos bolos, pelos chocolates e por tudo, tudo, tudo o que possa estar a esquecer-me. Foi um sonho.
Como viram pelos vossos próprios olhos temos agora uma vida montada e estamos finalmente instalados e integrados. Mais juntos e fortes do que nunca (estas aventuras, com as suas desventuras, fortalecem qualquer casal) temos a certeza que esta é um expriência única que nos vai marcar para sempre. É muito bom sentir que foi a opção certa e que, apesar das saudades e dos choros das despedidas, estamos seguros do que estamos a fazer. E assim, a caminho da chegada do Jaime, seguimos o nosso dia a dia, mais felizes e confortados ainda, graças a umas visitas tão especiais. Obrigada por terem vindo conhecer ao vivo e a cores a nossa aventura do oriente. E a título de apontamento final:
1. Já encomendei o armário e a cómoda, já fomos emoldurar as gravuras e já fomos espreitar a loja do serviço de cantão.
2. Na quinta à noite vimos o primeiro episódio da série Roma (no computador, para imitar alguém que eu cá sei).
3. Na noite de quinta para sexta dormimos 12 horas e os meus pés desincharam como que por milagre, para nunca mais voltarem a inchar.
4. Já usámos a nossa máquina. Ora vejam algumas fotogrfias cá em casa, à saída do Ou Mun e no mercado onde todas as semanas compramos peixe.











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